Como reagir a aumentos abusivos de plano de saúde

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Em um cenário em constante transformação no universo da saúde, a expressão “aumento abusivo do plano de saúde” tem se tornado mais comum do que gostaríamos.

Para muitos, a notícia de que as mensalidades estão prestes a subir pode ser um golpe financeiro significativo, desencadeando uma série de questionamentos sobre como manter a qualidade do atendimento sem comprometer a estabilidade financeira. 

Diante desse desafio, neste artigo vamos explorar estratégias práticas e insights valiosos sobre como reagir de maneira eficiente a esses aumentos.

Continue a leitura e confira!

Reajuste do Plano de Saúde em 2023/2024: o que se sabe?

Em 2023, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou o teto de reajuste para planos de saúde individuais e familiares em 9,63%. Esse reajuste foi aplicado a partir de julho de 2023, a partir do mês de aniversário do contrato.

Para 2024, a ANS ainda não definiu o teto de reajuste. No entanto, o Citi, um banco de investimentos, estima que o reajuste deve ficar em torno de 8,7%. Esse valor é um pouco abaixo do aumento visto em 2023, mas está em linha com a média do período pré-pandemia.

O reajuste dos planos de saúde é calculado com base em uma série de fatores, incluindo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Índice de Preços de Materiais e Serviços de Saúde (IPMS) e a variação do número de beneficiários.

Ainda é cedo para dizer com certeza qual será o reajuste dos planos de saúde em 2024.

No entanto, é importante ficar atento às informações divulgadas pela ANS para se preparar para o aumento.

Como saber quando o reajuste do plano de saúde é abusivo?

No contexto dos planos de saúde, um aumento abusivo ocorre quando a operadora eleva as mensalidades de forma excessiva, muitas vezes sem uma justificativa adequada ou proporcional aos custos envolvidos.

Determinar se o reajuste do plano de saúde é abusivo pode ser um desafio, mas alguns indicadores e diretrizes podem ajudar a avaliar a justiça do aumento.

Aqui estão alguns pontos a considerar:

1. Percentual de Aumento: Compare o percentual de aumento proposto com a média do mercado e com os índices de inflação. Se o reajuste estiver muito acima dessas referências, pode ser considerado abusivo.

2. Frequência de Reajustes: Se o plano de saúde está aplicando aumentos frequentes e substanciais, isso pode ser um sinal de práticas abusivas. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no Brasil, estabelece regras para limitar a frequência dos reajustes.

3. Justificativa Transparente: A operadora do plano de saúde deve fornecer uma justificativa clara e transparente para o aumento, considerando fatores como a variação de custos médico-hospitalares e a idade média do grupo segurado.

4. Análise da ANS: Verifique se a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já se pronunciou sobre a legalidade do reajuste. A agência estabelece regras e limites para os aumentos, e eventuais irregularidades podem ser denunciadas.

5. Histórico Contratual: Analise o contrato do plano de saúde e verifique se há cláusulas que limitem ou regulamentem os reajustes. Em alguns casos, contratos mais antigos podem ter cláusulas específicas que garantem limites para os aumentos.

É importante ressaltar que, se após considerar esses pontos você ainda suspeitar que o reajuste é abusivo, é aconselhável buscar orientação jurídica e, se necessário, acionar órgãos de defesa do consumidor para avaliar a situação.

Continue lendo e saiba como não cair em aumentos abusivos de planos de saúde.

Como se defender de aumentos de planos de saúde abusivos?

Para defender-se de reajustes abusivos em um plano de saúde, é necessário tomar uma postura proativa e bem informada.

Portanto, é necessário obter informações sobre seus direitos no contrato e conhecer as leis aplicáveis.

Veja algumas medidas que você pode tomar:

1. Entenda o Contrato

Como mencionamos, leia atentamente o contrato do plano de saúde, observando cláusulas relacionadas a reajustes e as condições sob as quais eles podem ocorrer.

2. Acompanhe os Aumentos

Esteja ciente dos aumentos anuais e compare-os com a média do mercado e índices de inflação. Se perceber discrepâncias substanciais, investigue mais a fundo.

3. Consulte a ANS

Verifique se a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tem diretrizes específicas para os aumentos em planos de saúde. Caso o reajuste ultrapasse os limites estabelecidos, é possível fazer uma denúncia à ANS.

4. Negocie com a Operadora

Entre em contato com a operadora do plano de saúde para entender os motivos do aumento e negociar alternativas. Às vezes, as operadoras estão dispostas a oferecer condições mais favoráveis ou explicar melhor os reajustes.

5. Busque Orientação Jurídica

Consulte um advogado especializado em direito do consumidor para avaliar a legalidade do reajuste. Se for considerado abusivo, o profissional pode orientar sobre as medidas legais apropriadas.

6. Recorra a Órgãos de Defesa do Consumidor

Caso as negociações diretas não sejam bem-sucedidas, você pode recorrer a órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, para buscar mediação ou assistência legal.

7. Considere a Troca de Plano

Avalie a possibilidade de trocar para um plano de saúde mais adequado às suas necessidades e orçamento, especialmente se a operadora não estiver disposta a negociar.

8. Mantenha-se Atualizado

Esteja ciente das mudanças nas regulamentações e leis relacionadas a planos de saúde. Novas legislações podem influenciar seus direitos e opções.

É importante ressaltar que, cada situação é única, e a eficácia dessas medidas pode variar.

Qual a importância da contratação de um advogado especializado na área?

A complexidade das questões envolvendo aumentos abusivos nos planos de saúde requer uma compreensão profunda do direito do consumidor e das normativas específicas do setor.

Nesse contexto, a presença de um advogado especialista se torna fundamental para orientar os segurados diante de práticas questionáveis por parte das operadoras.

Advogados do segmento oferecem uma visão crítica sobre os aumentos, analisando sua legalidade à luz das normativas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Código de Defesa do Consumidor.

Além disso, podem negociar diretamente com a operadora, buscando alternativas mais justas e transparentes para o segurado.

Se você está diante de um aumento abusivo do plano de saúde, não hesite em buscar a orientação de um advogado especialistaEntre em contato agora mesmo para iniciar a defesa dos seus interesses e garantir a equidade na relação contratual.

 

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